É impressionante como até as pessoas desconhecidas nos são capazes de surpreender. Estas criaturas têm uma característica em comum: falar muito alto. São criaturas que fazem de tudo para ser vistas e dizer ao outro que “Isto surgiu tudo de mim”, não existe humildade e bom senso nelas. Não têm capacidade para conviver com um grupo de pessoas bem dispostas. A inveja torna-se grande e a tristeza fica enorme!
São muito fúteis, pois pensam que lideram tudo e todos, e estão muito embaídos. Elegem a dedo as pessoas a quem se dirigem, pois se for uma pessoa com carácter forte, elas não tem a capacidade de lhes fazer frente.
Aparecem, pronunciam e cogitam que mandam. Fazer alguma coisa? Nem por isso. Podemos até compará-las ao nosso primeiro-ministro: José Sócrates. Fala, fala, fala e discute. Fazer? Dá muito trabalho, é mais fácil gritar com quem trabalha, com quem se dedica, com quem se esforça. Pode até esta gente feliz, trabalhadora e nobre não fazer nada, mas à hora acordada esteve sempre presente para dar do seu suor. Isto faz-nos lembrar as pessoas que vivem do campo, que se levantam bem cedo para trabalhar nas suas terras antes do calor se instalar, mas que depois, vistas bem as coisas ao final desse dia, nada foi feito mas a rotina e a dedicação estiveram presentes tal como todos os restantes dias, coisa que com essas criaturas, de quem nos referimos inicialmente, não acontece.
Devemo-nos orgulhar pelo facto de nos termos dedicado ao máximo a tudo o que fazemos. Podemos chegar ao fim derrotados, mas a boa energia que tivemos nestes momentos, ficará para sempre como a nossa vitória.